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Projeto de geração compartilhada beneficiará 200 pequenas e médias empresas no Rio de Janeiro

Projeto de geração distribuída beneficiará em torno de 200 pequenas e médias empresas na Light no Rio de Janeiro.

COSOL.SOLAR


Projeto fotovoltaico de 1,24 MW de potência instalada será capaz de suprir a demanda energética de 200 pequenas e médias empresas na região da distribuidora LIGHT, na capital do Rio de Janeiro. A iniciativa foi conduzida por um casal de engenheiros e fazendeiros locais, em parceria com a COSOL para desenvolvimento e gestão do projeto.

Após celebrar a hospedagem de uma usina de 4 MW, também em parceria com uma empresa do setor fotovoltaico, em sua propriedade, o fazendeiro viu os benefícios da geração de energia solar e decidiu realizar o investimento para construir sua própria mini usina. A COSOL, por sua vez, trouxe o know-how técnico e comercial para realização do projeto e sua gestão.

A usina entrará na modalidade de geração compartilhada e consórcio, a qual pequenas e médias empresas pagarão um aluguel pela potência instalada necessária para suprir sua demanda energética durante o ano por meio de cotas de geração via Marketplace COSOL.

As empresas que contrataram um percentual da usina terão o beneficio de promover uma real sustentabilidade na demanda energética, sem realizar qualquer investimento, e ainda terão um desconto médio de 15% na fatura de energia.

Faça que nem o empresario do Rio de Janeiro, contrate os serviços COSOL para viabilizar este modelo e vire um empresário do setor renovável ou simplesmente alugue uma mini usina para sua empresa.

A Tarifa Branca é uma boa saída para economizar?

FOTO: Lâmpada

FOTO: Lâmpada

Entenda o que é e como funciona essa nova modalidade

A partir do dia 01 de janeiro de 2018, a ANEEL passou a ter dois tipos de tarifas para cobrar o consumo de energia elétrica. O consumidor agora possui o poder de escolher qual delas se enquadra melhor para seu tipo de consumo. Com a “Tarifa Branca” o consumidor paga valores diferentes que estão relacionados aos dias da semana e horários do dia. Porém, deve-se ter atenção com o padrão de consumo pois a escolha desta tarifa pode ser prejudicial á sua conta de luz.

Os benefícios da adesão dessa nova tarifa depende do perfil de consumo, é necessário que haja flexibilidade para direcionar o consumo fora dos horários de pico. A intenção dessa tarifa é de diminuir a sobrecarga das distribuidoras nos horários de pico e ociosidade fora desses horários. Porém resta a dúvida: Quando é vantajoso aderir á nova tarifa?

Consumidores habilitados para adesão da nova cobrança são aqueles presentes em áreas de baixa tensão ((127V, 220V, 380V ou 440V). Essas áreas possuem a denominação de “Grupo B” que possui as tarifas aplicadas apenas ao consumo diferente do “Grupo A” de alta tensão e com unidades consumidoras que recebem energia em tensão superior ou igual a 2,3 kV, nesses casos as cobranças são feitas com base no consumo de demanda variável. Para lhe ajudar, temos a seguir quais são as divisões dentro do grupo B:

B1 -  Residências
B2 – Consumidor Rural
B3 – Estabelecimentos comerciais e indústrias de pequeno porte
B4 – Iluminação pública

As datas para aderir a nova tarifa foram segmentadas de acordo com o consumo. A partir de 01 de janeiro de 2018, só poderiam aderir quem possuía consumo acima de 500kWh, a partir de 01 de janeiro de 2019 quem consome entre 250 e 500 kWh e após 01 de janeiro de 2020 quem consome abaixo de 250kWh.

O Funcionamento desta tarifa é feita a partir dos três períodos definidos*:
1 - ponta (três horas com maior consumo de energia da distribuidora – Exemplo 18:00 ás 21:00). Neste período o valor é mais caro
2 - intermediário(uma hora anterior e posterior ao horário de ponta – Exemplo 16:59 ás 17:59 e 21:01 ás 22:01). Neste período o valor é intermediário
3 - fora de ponta (todos os outros horários. Em feriados nacionais e fins de semana serão cobradas essa tarifa independente do horário de consumo). Neste período o valor é o mais barato e onde deve se encontrar a maior parte do seu consumo.
* Cada distribuidora define quais são os horários enquadrados nos três períodos, é necessário entrar em contato com a sua para descobrir.

Só será vantajosa a adesão para o consumidor que tiver flexibilidade para consumir mais energia durante os períodos de menor custo. Quando não houver essa flexibilidade, o consumidor está fadado a arcar com as tarifas praticadas. A única saída para estes consumidores que não tem tal flexibilidade é aproveitar a minigeração e utilizarem as vantagens da energia solar, sem custo inicial, baixa burocracia e de forma simples.

Os maiores vilões da conta de luz no horário de pico (ou ponta) são: o chuveiro elétrico, o ar condicionado e aquecedores, caso consiga concentrar seu consumo fora dos horários de pico, pode ser que se enquadre nessa nova modalidade. Abaixo deixamos uma demonstração gráfica de casos em que houve a diminuição ou aumento na conta de luz

(FOTO: ANEEL)

(FOTO: ANEEL)

Para a adesão dessa nova tarifa deve ser feita uma solicitação para a distribuidora que terá até 30 dias para fazer a mudança, entretanto a ANEEL ainda não informou o passo a passo. Pode haver uma cobrança de taxa para uma provável mudança no medidor que será custeado pela distribuidora. Porém, provavelmente acarretará num custo para o consumidor caso seja necessário fazer alterações no sistema resultando em reformas na casa ou prédio. Caso o consumidor se arrependa, ele solicita que a distribuidora faça essa mudança novamente para o modelo tradicional e só poderá solicitar a mudança para tarifa branca novamente após 180 dias.

Em resumo, hoje ainda não existem ferramentas gratuitas e de fácil acesso para lhe responder se você se enquadra neste novo modelo. Apenas sua conta e risco para aderir o novo modelo e poder sair dele com desconto ou prejuízo.

Fonte: Época Negócios

FGV Energia - Recursos Energéticos Distribuídos

Rio, 15 de Junho 2016, a FGV Energia organizou um evento de lançamento do Caderno de Recursos Energéticos Distribuídos que publicou recentemente.

Especialistas no evento da FGV Energia. Daniel Vieira da ANEEL (esquerda), Paulo Cunha da FGV (centro) e Gustavo Pimentel da SITAWI (direita)

Especialistas no evento da FGV Energia. Daniel Vieira da ANEEL (esquerda), Paulo Cunha da FGV (centro) e Gustavo Pimentel da SITAWI (direita)

Gustavo Pimentel, SITAWI, falou sobre as dificuldades resultando da assimetria da informação entre empresas de energia solar e consumidores, criando uma barreira frente a entrada para desfrutar a geração distribuída (GD). Fica atento que ele menciona a COSOL dizendo que viu um anuncio no Facebook e achou que o 20% do retorno é uma esquema de pirâmide. Conversou sobre as dificuldades do financiamento e do leasing e sobre fundos de investimentos.

Nesse audio Gustavo Pimentel compara vários modelos de negócios na geração distribuída e como levantar o interesse e confiança do investidor. Menciona vários fundos no mercado do capitais como Green Bonds ou seja Dívidas Verdes.

Daneil Vieira, especialista da ANEEL apresentando na FGV Energia

Daneil Vieira, especialista da ANEEL apresentando na FGV Energia

Daniel Vieira, especialista da geração distribuída da ANEEL, responde a pergunta do fundador da COSOL, Csaba Sulyok sobre isenção do ICMS no caso do condomínio solar entre 1 e 5 MW de potência. Daniel Viera aponta que o convênio 16 da CONFAZ ainda não foi adequada a nova resolução normativa 687/15 da ANEEL. Seria um próximo passo lógico.

Daniel Vieira da ANEEL explica o que significa a vedação na REN 687/15 sobre a divisão de maior unidade geradora (30 MW por exemplo) para unidades geradoras menores (5 MW cada) para se adequar na geração distribuída. Chama atenção que o sistema de compensação de 1 kWh por 1 kWh não vai continuar para sempre. Na medida que aumenta o volume da GD a compensação pode cair para um relação de geração e compensação pior para novos clientes.

Gustavo Pimentel fala sobre a evolução da GD em função da isenção do ICMS e sobre os riscos e desafios dos financeiros. Daniel Vieira encerra o evento pedindo a divulgação do Caderno de Recursos Energéticos Distribuídos, disponível nesse link.

Daniel Vieira explica nesse audio como podem ser constituídas cooperativas e condomínios solares definindo o porcentual de cada integrante do consórcio. No final da gravação indica como obter informações sobre dúvida no assunto geração compartilhada.

Ricardo Gorini da Empresa de Pesquisa Energética, EPE, explica como os mecanismos da geração distribuída podem prevenir impactos ambientais graves resultando de emissões de gases de efeito de estufa. Contextualiza também o modelo Brasileiro dentro das políticas energéticas mundiais.

Lavinia Hollanda da FGV enfatiza a importância da redução das gases de efeito estufa e destaca a necessidade de definir claramente os principais objetivos das políticas públicas da energia.


Clique a imagem do caderno para iniciar o download.

FGV Energia: Recursos Energéticos Distribuídos

FGV Energia: Recursos Energéticos Distribuídos

Em 8 anos, 1 milhão de consumidores brasileiros devem gerar sua própria energia

Você já pensou em produzir a sua exclusiva energia elétrica em casa? Pois essa possibilidade já existe e deve ser cada vez mais comum no país. De acordo com estimativa da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), até 2024 em torno de 1,2 milhão de residências no Brasil vão dispor com energia produzida pelo sistema de geração distribuída, que permite que o consumidor instale pequenos geradores de fontes renováveis, como painéis solares e microturbinas eólicas, e troque energia com a distribuidora local, com objetivo de diminuir o valor da conta de luz.

Manutenção do sistema de energia solar. Mais fácil em condomínios grandes.

Manutenção do sistema de energia solar. Mais fácil em condomínios grandes.

O diretor da Aneel Tiago Correia já instalou oito placas de geração de energia solar em sua casa, o que vai satisfazer ao consumo total da residência. Para ele, além da vantagem de utilizar apenas fontes de energia renováveis, um dos benefícios da geração distribuída é a redução de investimentos em redes de distribuição de energia. "Ela traz a geração para próximo do consumo", afirma.

A partir do Março de 2016 entra em vigor as novas regras aprovadas pela Aneel para a geração distribuída no país, que irão possibilitar um aumento na procura pelo sistema. Uma das novidades é a possibilidade de geração compartilhada, ou seja, um grupo de pessoas pode se unir em um condomínio solar, instalar uma micro ou minigeração usina solar de energia distribuída e utilizar a  geração para diminuir os custos das faturas dos consorciados ou cooperados.

Segundo Tiago Correia, essa novidade possibilita que mais consumidores adotem a geração compartilhada. "Quanto maior o sistema, mais barata é a instalação total, porque alguns custos são diluídos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais rápido, além de facilitar o acesso ao crédito cooperativado", acrescenta.

Também foi permitido pela Aneel que o consumidor gere energia dentro de uma local distinto do de consumo. Por exemplo, a energia pode ser originada em alguma casa de campo e consumida em um apartamento na cidade, desde que as propriedades estejam na área de atendimento de uma mesma distribuidora. A ordem também permite a instalação de geração distribuída em condomínios solares. Nessa situação, a energia produzida pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

No caso da quantidade de energia gerada dentro de certo mês for superior à energia consumida, o consumidor fica com créditos que podem ser usados para minimizar a fatura do meses seguintes. De acordo com as novas regras, o tempo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses.

Crescimento

Entre 2014 e 2016, as adesões ao modelo de geração distribuída quadruplicaram no país, passando de 424 conexões para 1.930 conexões. Para este ano, o crescimento pode chegar até 800%, segundo a Aneel. "O potencial de crescimento é muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, até porque a base ainda é baixa", afirma Correia. Atualmente, cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país correspondem a painéis solares fotovoltaicos.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica as novas regras aprovadas pela Aneel vão contribuir para a utilização da geração distribuída no país. "A revisão das normas vai possibilitar ampliação expressiva da participação da população brasileira na geração distribuída. O Brasil acabou de se posicionar como uma referência internacional, na vanguarda na área de incentivo ao uso da energia de geração distribuída, em especial a geração solar", lembra.

Custos

O investimento em um sistema de geração de energia distribuída ainda é alto no Brasil, por causa do custo dos equipamentos, mas o retorno poderá ser sentido pelos consumidores entre cinco e sete anos, segundo o diretor da Aneel. "Se você pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponível e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplicação financeira disponível hoje", diz Tiago Correia.

O investimento também vale a pena, especialmente porque o consumidor evita oscilações na tarifa de energia.

"Quando você faz o investimento em um sistema desses, é o equivalente a você comprar um bloco de energia antecipado, um estoque de energia, que poderá usar por 25 anos sem se preocupar se o valor da energia vai subir ou vai descer". O aumento da procura por equipamentos vai fazer com que o custo da instalação tenha uma redução nos próximos anos. "Como qualquer indústria, ela precisa de escala para poder reduzir o custo unitário. Então, com o crescimento do setor, essa escala deve vir e consequentemente o custo para o cliente deve abaixar também".

Para a Absolar, o principal gargalo para o avanço do setor de geração distribuída no país é a questão tributária, especialmente nos 12 estados que ainda não eliminaram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS sobre a energia da microgeração. Em nível federal, o governo já fez a desoneração do PIS-Pasep e da Cofins sobre o sistema. Em relação ao financiamento, a entidade espera que o governo mobilize os bancos públicos para a oferta de crédito com condições especiais para pessoas e empresas interessadas em investir em mini e microgeração distribuída.

Referência: AneelAbsolar